Entrevista para o Blog Mundo da Mãe

outubro 22, 2014

           Oi pipow!
Hoje vim mostrar a minha entrevista que saiu no blog Mundo de Mãe, da fofa Ludmila Figueiredo. Fiquei muito feliz em participar do blog dela, pois várias mamães que eu admiro participam também!
Espero que gostem e se quiserem dar uma espiadinha no blog dela, é só clicar AQUI.

Papo de Mãe com Pâmela Ghilardi!

Olá mamães, o papo de hoje está emocionante! Não tem como você ler essa entrevista e não entrar na história dessa mamãe que vence todos os dias, com muito amor, carinho e alegria, as dificuldades de ser mãe solteira!
A Pâmela é autora do IG @fofocademae, muito dedicada e carinhosa, transformou o seu mundo e da sua família com a chegada do príncipe Lucca.
Espero que gostem! bjokas


1.       Conte-nos um pouco sobre você, qual foi a sua reação ao descobrir que estava grávida? E o nascimento como foi?

Sempre namorei, desde muito nova, tive namoros longos. Mas depois de dois namoros, resolvi que precisava ficar sozinha e me conhecer um pouco mais. Como não tinha namorado e nem estava procurando, deixei de me cuidar.  Conheci o pai do Lucca em uma festa, começamos a ficar por alguns meses, mas quando aconteceu, uma única vez, foi sem proteção e foi aí que começou a reviravolta na minha vida.
Descobrir que estava grávida não foi nada fácil, passei o carnaval com minhas amigas e brinquei muito dizendo que estava, mas aos poucos a coisa foi ficando bem séria, mas ainda não tinha coragem de fazer um teste de gravidez.
Fiz por que uma amiga minha (hoje minha comadre), foi comigo comprar e fomos a casa dela fazer. Não levou nem 5 segundos para dar o resultado. Sim, eu estava grávida. Meu mundo veio abaixo. Liguei para uma amiga e ela me disse que precisava contar para o “fulano”… Fomos ao encontro dele e primeiro ela foi contar… Quando chegou a minha vez de falar para ele, já disse que ele não precisava se preocupar que eu daria um jeito. Sim, eu pensei em cometer uma loucura, isso me dói profundamente hoje, mas meus pais estavam separados há pouco tempo e eu não podia decepcioná-los mais ainda.
O “fulano” se encarregou de ir atrás e ver a forma mais “segura” para que fosse feito, estava tudo planejado, eu estava com muito medo, mas não conseguia achar outra saída para o meu “erro”… Foi aí que meus pais descobriram. Meu pai, que era com quem eu estava morando, não me olhava nos olhos, estava muito decepcionado comigo e com toda a razão.
Contei ao “fulano” que não faria mais, ele me chingou muito, disse barbaridades para mim e nunca mais me procurou.
Voltei a morar com a minha mãe e depois de alguns dias, muitas e muitas lágrimas, meus pais vieram conversar comigo e dizer que estavam do meu lado, que por mais que estivesse assustada, estariam comigo!
Depois de mais 4 meses, o “fulano” pediu para que nos encontrássemos para então conversar. Sentamos e tivemos uma conversa. Mas mesmo assim, não demonstrava preocupação nenhuma.
A gravidez foi difícil. Aceitar que estava grávida e que toda minha vida mudaria, mais ainda, mas aos poucos o sentimento foi nascendo e a alegria começou a me preencher!
Na reta final da gravidez, “fulano” me procurou para saber como estava, resolvemos as questões financeiras quanto ao parto e o convidei para assistir e participar do parto, ele disse que iria pensar e eu compreendi.
Com 34 semanas, entrei em trabalho de parto prematuro, tive contrações e tive que ficar de repouso absoluto, por 15 dias.
No domingo era o último dia de remédio e na segunda-feira pela manhã, iria ao médico, pegar receita para mais. Mas Lucca apressadinho, não queria esperar mais e na madrugada de domingo para segunda, minha bolsa estourou. Acordei toda molhada, foi um susto!
Logo que cheguei ao hospital, mandei mensagem para o “fulano” dizendo qual seria o horário. Queria que ele participasse para que começasse a ter um vinculo com o filho.
Foram mais de 8 horas de contrações sem nenhum avanço de dilatação, ao entrar na sala de parto, apenas 1 cm de dilatação. Cesárea marcada, minha mãe entraria comigo, pois o “fulano” ainda não tinha dado das caras, foi quando já dentro da sala, me preparando para a cesárea, que o “fulano” apareceu.
Por incrível que pareça ele se mostrou preocupado comigo e assim que nasceu, caiu em choro! Senti que tinha feito à coisa certa!
Por umas duas, três semanas, foi muita alegria, “fulano” participou muito, mas foi aí que começou a minha longa jornada de mãe solteira de verdade!

2.       Fez alguma preparação (curso, leitura) para receber seu príncipe lindo? Indica algum?
Como eu ainda não tinha aceitado muito bem a gravidez e não me sentia muito bem com isso, não fiz nada, nenhum curso, apenas acompanhava mês a mês a evolução por alguns sites.

3.       Como foi ter esses “quase” dois anos do Lucca só para você e agora tê-lo que dividir?
Lucca veio para iluminar a minha família, disso eu não tenho dúvidas e nossa relação sempre foi muito próxima, sempre fomos muito apegados.
E com o passar do tempo percebi que seriam mais e mais e realmente foi. Quando fomos morar eu e ele, aí sim, era eu, ele e nossa casa. Nossa relação se fortaleceu muito depois disso.
No momento que fiquei sabendo do processo de regularização da guarda, meu mundo veio ao chão. Optei em me isolar e refletir sobre tudo que iria acontecer.  Orei muito, pedi a Deus que iluminasse a minha cabeça e me mostrasse o caminho certo a seguir e foi isso que ele fez.
Consegui perceber o quanto importante seria para o Lucca ter esse contato com o pai, por mais que ele tivesse várias figuras masculinas na sua vida. Mas ter um pai presente é essencial.
E hoje, por mais que as despedidas sejam tristes e eu chore muito ao fechar a porta e o ver indo embora, sei que ele está feliz e que está sendo muito amado e bem cuidado pelo pai. 


4.       Qual é a parte mais difícil de ser mãe solteira? E a mais gostosa?
Ser mãe solteira é muito difícil, não temos aquele momento: “ah, sua vez de levantar e fazer a mamadeira” ou então: “fica com ele 2 minutinhos para que eu possa ir no banheiro”.  Além de todo o preconceito que enfrentei e ainda enfrento, pois além de mãe solteira, sou uma mãe jovem. Se saio sem meu filho, sou mãe desnaturada. Se vou a balada, não me preocupo com ele.Se arrumo um namorado, ah, vai esquecer que o filho existe. Mas acima de todos esses contras, tenho milhões de pontos a favor, como ter uma relação muito mais próxima, saber tudo seus jeitos, manias, gostos, ser a pessoa que ele tem como exemplo diário. Um amor infinito que cresce a cada manhã! 
5.       Como foi a escolha do nome? E, porque o escolheu?
Sempre que pensava no nome do meu filho, Lucca era o único que me vinha à cabeça, pois minha mãe chegou engravidou de um menino e o nome dele seria Lucca, mas infelizmente ela teve um aborto no meio da gestação.
6.       O que leva na bolsa dele? O que não pode faltar?
Chá, suco ou água, brinquedos para entreter, várias peças de roupa (ele adora se sujar), lenços umedecidos, fraldas e várias chupetas (sou campeã em perder).

7.       O que mudou em sua vida e em vc depois que virou mãe?
Simplesmente TUDO! Toda minha família, meus amigos e principalmente eu mudei para receber o Lucca. A visão de vida, princípios, o que você espera da vida, tudo muda, é impossível com que seja diferente!

8.       O que é ser mãe para você:
Mãe é aquela com que você se sinta protegido, a qual você sabe que sempre irá te amparar e fará tudo por você. Minha mãe sempre fez todas as “indiadas” que eu e minhas irmãs pedíamos e é isso que quero fazer pelo meu filho, estar sempre presente nos seus momentos felizes e tristes!

9.       Qual a dica ou conselho que vc dá a uma futura mamãe solteira?
Força e siga seu coração! Não é nada fácil, não existe aquele “vai que é sua vez” ou “fica com ele pra que eu ir ao banheiro”. Sem falar do preconceito, vão pensar tudo sobre você, mas seja forte, confie na educação que está dando para o seu filho, pois para os outros, por mais que você se esforce, sempre será pouco! Mas acredite, não mudaria em nada meu status de mãe solteira.

Para quem quiser acompanhar essa matéria direto no site Mundo da Mãe, é só clicar AQUI.

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