Otite

novembro 13, 2014


Depois de algum tempo, finalmente consegui montar uma postagem sobre otite. Várias seguidoras pediram e tenho certeza que vai ajudar muitas mamães.
Para quem me acompanha sabe que Lucca desde muito pequeno tem vários casos de otite, casos repetitivos, mesmo sem ir à escola e durante esses dois anos venho lendo muito sobre e venho compartilhar com vocês.
De cada dez crianças, sete terão infecção na orelha, ao menos uma vez na vida até os três anos de idade, além disso, quando a criança é muito pequena, fica ainda mais difícil de ligar um sintoma a outro, por isso devemos estar sempre atentas a qualquer sinal, por exemplo, se a criança está resfriada e cerca de três a cinco dias depois fica com febre, pode ser que esteja com otite. Outros sinais são reclamar de dor, mexer na orelha e ficar inquieta demais, diferente de seu estado normal.



Os sintomas...
- Perda de apetite. A dor de ouvido pode fazer com que doa para mastigar, engolir ou mamar. 
- Mudança no sono. Quando a criança deita, o ouvido dói mais. 
- Diarreia ou vômitos. Se o problema for causado por vírus, ele também pode atingir o sistema digestivo, além do ouvido. 
- Saída de secreção pelo ouvido. 
- Cheiro ruim no ouvido. 
- Dificuldade para ouvir sons baixos. 
- Problemas de equilíbrio. 

Afinal, o que é otite?
Começa pelas tubas auditivas, que ligam a parte externa ou média da orelha, ao nariz e garganta, ali bactérias presentes, acabam se aproveitando do inchaço das tubas por causa de um resfriado, ou outras alergias e cria um ambiente perfeito para que os vírus e bactérias se proliferem.
Já a otite média aguda é a mais comum, na maioria das vezes, surge como consequência de uma infecção respiratória. Isso acontece porque os vírus causadores de gripes e resfriados prejudicam o sistema imunológico, abrindo caminho para as bactérias. Quando aparece a febre é por que o corpo da criança está combatendo a infecção.
Outro motivo para as crianças serem suscetíveis a infecções de ouvido é o fato de suas tubas auditivas serem curtas e ficarem na horizontal enquanto elas são pequenas. À medida que vão crescendo, a tuba cresce de 1,25 centímetros para 3,8 centímetros, e também assume uma posição mais vertical, reduzindo aa infecções.
O risco de infecção no ouvido aumenta também com o uso de chupeta, deixar que a criança mame deitada e a exposição à fumaça do cigarro.
Há indicações de que existam fatores hereditários: se você ou seu parceiro tiveram várias otites quando crianças, seu filho corre mais risco de tê-las também. 
É importante investir no aleitamento materno e seguir as orientações do pediatra em relação às vacinas indicadas para cada faixa etária.

Mais comum no inverno...
Gripes e os resfriados também se tornam mais frequentes, principalmente para crianças, onde o sistema imunológico ainda não está totalmente “amadurecido”, deve-se sempre manter o cuidado nas mudanças bruscas de temperatura, com fumaça ou também cigarro.

Para diminuir a dor...
Compressas mornas na orelha, bolsa térmica, ou uma fralda aquecida no ferro de passar roupa, nada de pingar azeito morno ou qualquer outro medicamento caseiro que a amiga-da-prima-da-vizinha-da-sua-prima-em-segundo-grau receitou.

Gravidade da otite...
A otite pode se agravar e mesmo nos casos leves ela provoca muita dor na criança (nos pais mais ainda). Uma infecção mais forte ou que não seja tratada pode romper o tímpano e invadir o canal auditivo, isso sim, pode acontecer.
Otites de repetição, ou seja, que sempre voltam, podem causar alguma perda auditiva (temporária ou permanente) e danos aos tímpanos. Em casos raros, infecções de ouvido podem atingir o crânio (mastoidite) ou as meninges (meningite). Além disso, é vale lembrar que a multiplicação de bactérias pode causar a perfuração do tímpano e, como sequela, perda permanente da audição.

Pus saindo da orelha...
A presença de líquido com um pouco de sangue ou de pus indica que houve uma pequena perfuração no tímpano. Isso não quer dizer que seu filho vá ficar surdo: essas lesões costumam cicatrizar em pouco tempo, sem maiores danos. Mas é muito importante que o médico fique ciente.



Otites de repetição...
Algumas crianças têm predisposição a apresentar a doença mais vezes:  chamadas otites de repetição – a classificação vale quando ocorrem mais de quatro episódios por ano, ou 3 em 6 meses. O problema deve ser acompanhado de perto por um médico, mas, na maior parte dos casos, são sugeridas algumas mudanças na rotina, como não deitar na hora de amamentar, já que o leite pode passar para a orelha média, contaminando-a, e evitar a entrada precoce em creches e berçários, onde o risco de contrair gripes ou resfriados é maior.

Uso de antibióticos... 
Na maioria das vezes, os especialistas indicam essa classe de medicamento para deter o processo infeccioso. Mas, para que o antibiótico realmente ajude, é fundamental respeitar a prescrição médica em relação ao tempo de uso e à posologia, pois nos primeiros dias o remédio consegue matar apenas as bactérias mais sensíveis. Por isso, ainda que a criança apresente uma melhora, é necessário continuar com a medicação pelo tempo determinado, que costuma ser de dez dias. Caso contrário, as bactérias sobreviventes podem ganhar resistência e trazer uma nova infecção.
O índice de recorrência da otite chega a 50%, principalmente quando um novo resfriado volta a entupir a tuba. As otites de repetição podem acabar afetando a capacidade auditiva da criança. 

Indicação cirúrgica para casos de otites por repetição...
Em algumas crianças, a otite de repetição pode favorecer o acúmulo de líquido na orelha média, área que deve conter apenas ar. Quando isso ocorre, facilita-se o início de novos processos inflamatórios. Como o tratamento clínico não resolve o problema, a saída é recorrer a uma cirurgia bem simples para implantar tubinhos de ventilação na orelha, que serve não para eliminar o liquido, mas sim que o local fique mais arejado.

Bibliografia para esse post:


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