Transtornos Pós-Parto - Por Juliana Ogata

fevereiro 10, 2015

Oi pipow!

Conforme prometido, hoje temos a coluna da Juliana Ogata, blogueira do @mamaeemchoque. 
Espero que gostem.

TRANSTORNOS PÓS-PARTO


Muitas mulheres sofrem com os transtornos pós-parto, e sair desses problemas está cada vez mais difícil pelo fato do não reconhecimento dos sintomas.
As depressões no pós-parto ocorrem devido à queda de hormônios sofrida após a retirada da placenta, que faz com que o organismo aumente o número de algumas enzimas no cérebro, que acarretam na alteração do humor.
Existem 3 tipos de transtornos pós-parto: blues puerperal, depressão pós-parto e psicose

BLUES PUERPERAL
Também conhecido como tristeza pós-parto, atinge cerca de 60% das mães trazendo como principais sintomas mudanças repentinas de humor, perda de apetite e sentimento de solidão, iniciando nos primeiros dias após o parto e se estendendo a até uma ou duas semanas.

DEPRESSÃO PÓS-PARTO
A diferença entre a tristeza e a depressão pós-parto está no tempo e na intensidade dos sintomas. A depressão pós-parto se inicia após alguns dias do parto e pode se estender a até meses, gerando vários sintomas, tais como: falta de interesse sexual, perda ou ganho de peso excessivo, sentimento de incompetência, baixa autoestima e isolamento social. Esse transtorno atinge cerca de 10% das mulheres no pós-parto.

PSICOSE PUERPERAL
Esse é o transtorno mais grave, porém menos comum. Ele atinge cerca de 4 entre 1000 mulheres. A mãe apresenta sintomas como alucinações, insônia, agitação e raiva. Tem relação com o transtorno bipolar e oscila a indiferença com a agressão.

- TRATAMENTOS
“O mais importante é a mãe ou os familiares perceberem a alteração e procurarem ajuda. Existe tratamento para qualquer um dos três tipos de transtornos. O tratamento do blues é bem simples, muitas vezes, apenas algumas noites bem dormidas podem resolver o quadro. Há também a possibilidade de frequentar grupos de mulheres que estejam passando pela mesma situação, que juntas se ajudam a superar o problema.
Já a depressão pós-parto sempre precisa ser acompanha por um profissional. Se não houver resposta ao tratamento psicológico, em uma ou duas semanas é aconselhável começar o tratamento com antidepressivos.
O tratamento nos casos da psicose puerperal, em pacientes gravemente deprimidas, com ideias suicidas e quadros de catatonia (forma de esquizofrenia que se caracteriza pela alternância de humor) pode haver a necessidade de internação e, normalmente, o tratamento nesses casos é o eletrochoque.” (Guia do Bebê)

- O QUE POSSO FAZER PARA MELHORAR?
Algumas atitudes básicas do nosso dia-a-dia pode influenciar e amenizar os sintomas das depressões.
- ao acordar já tire o pijama, troque de roupa e arrume a cama; assim perde-se um pouco da preguiça e vontade de voltar a dormir a qualquer hora, além de já estar pronta caso receba visita ou precise dar uma saidinha (muitas desistem de tomar um ar fresco por causa da preguiça de trocar de roupa durante o dia);
- se arrume, passe uma base, um blush e um batom; se olhar no espelho e não ver aquela pessoa acabada com cara de doente ajuda muito a auto-estima;
- durma sempre que puder e o bebê deixar; o sono é o principal fator da irritabilidade das mães. O bebê dormiu, durma também!;
- se você consegue deixar o bebê com alguém, saia um pouco de casa, vá ao cinema, tomar um sorvete, ao cabelereiro, ou nem que seja, vá ao supermercado;
- não se cobre tanto, somos a melhor mãe que podemos ser. Ouviremos muitas críticas, mas cada um cuida do filho do jeito que achar melhor, então procure não se abalar quando ouvir algumas.
- converse com alguém, procure ajuda médica. A gente acha que “não precisa”, “passa rápido” ou “não tenho tempo”, mas não é verdade! Pense que mãe não tem tempo de ficar doente, e o quadro de depressão pode se estender a vários meses. Se você piorar, como cuidará do bebê? Pense nele em primeiro lugar e procure a ajuda de um profissional.


Espero que essas dicas tenham ajudado vocês, passei por depressão pós-parto e se as tivesse recebido, teria sido muito diferente e mais fácil, com certeza. Então, se surgir alguma dúvida ou simples comentário, podem me enviar e-mail: mamaeemchoque@gmail.com


Até o próximo post!!!



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