Endometriose

março 02, 2015



Oiii pipow!

Desde que comecei a menstruar minhas cólicas nunca foram muito normais, eram sempre dores horríveis, de não conseguir me mexer e até já cheguei a desmaiar de tanta dor. Minhas menstruações nunca foram regulares, sempre muito desreguladas.  Uma época em que estava com crises de dores, até suspeitei ter endometriose, mas nunca fui a fundo para ter certeza se era ou não.Com a gravidez do Lucca, passei a descartar a suspeita, pois o maior problema da endometriose é a infertilidade.

Após nascimento do Lucca e o normalidade da menstruação, minha cólicas voltaram com toda a força, além de se tornar ainda mais desregulada e ter escapes a toda hora. Passei a ter também cólicas antes, durante e depois da menstruação, o que era ruim, ainda estava se tornando pior, além de todas as alterações de humor que aconteciam e alteração intestinal. Além das cólicas, escape, menstruação desregulada, passei a ter muita dor na relação sexual, ao invés de ser algo prazeroso, tornou-se motivo de muita dor.




A partir disso, me obriguei a ir a minha ginecologista, pois sabia que algo não estava normal. Após muita conversa, passamos a trocar meu anticoncepcional, testei por três meses e nenhuma mudança, tudo continuava da mesma forma.

Mais uma nova consulta, com as mesmas queixas, optamos por iniciar com anticoncepcional direto, sem pausas, para ver se dessa forma funcionaria e também fazer uma ecografia transvaginal para ver se não havia algum outro problema.

No primeiro mês, me livrei dos escapes apenas. No segundo mês, escapes e cólicas. Terceiro mês, tudo por água abaixo. Cólicas, muitos escapes e dor na relação. Retornei a minha médica e aí sim, recebi o encaminhamento para um cirurgião ginecológico, pois a minha suspeita era de endometriose.

Se eu não tivesse filho já, com certeza minha reação teria sido muito pior, pois o medo de ser infértil seria enorme, mas como a maternidade já me bateu a porta, claro que fiquei triste, pois a minha vida como mulher não estava sendo fácil.

Sempre soube que a endometriose é uma das doenças mais comuns em mulheres nos dias de hoje e isso me deixou um pouco mais calma, pois sabia que encontraria muita informação, tratamentos e tecnologia para tal e é isso que venho compartilhar informação para tal doença, que assusta a qualquer mulher que tem o desejo de ser mãe.

O que é Endometriose?
Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero, que se renova mensalmente pela menstruação.


Créditos: Site Extra


Quais os locais mais atingidos pela Endometriose?
Os locais mais atingidos pela endometriose são: ovários, fundo de saco de Douglas (atrás do útero), fundo de saco anterior (à frente do útero), ligamentos do útero, trompas, septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), superfície do reto, bexiga, e parede da pelve.

Qual a importância dessa doença?

A endometriose afeta a vida das mulheres de várias formas. A vida conjugal, por exemplo, pode ser prejudicada pelas queixas de dor na relação sexual e pela ausência de gravidez, após um ano de atividade sexual sem o uso de métodos contraceptivos (camisinha, pílulas anticoncepcionais, DIU, diafragma, dentre outros). Por outro lado, problemas sociais e no trabalho costumam ocorrer pelas queixas constantes de cólica menstrual, dor no “pé da barriga” e nas costas.

A Endometriose é uma doença frequente?
A endometriose é uma doença mais frequente do que as pessoas imaginam. Estima-se que 15% das mulheres entre 15 e 45 anos de idade possuem essa doença. Esse percentual sobe para até 70% quando a mulher apresenta história de infertilidade ou dor pélvica.

Como a Endometriose aparece?
No momento da menstruação, parte do sangue eliminado passa pelas trompas e cai dentro da barriga. Esse sangue contém células que têm a capacidade de crescer em locais como o ovário. Quando o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo não consegue eliminar essas células, a doença endometriose se estabelece.

É possível prevenir a Endometriose?
O estabelecimento da endometriose necessita da presença da menstruação. Assim, qualquer tratamento que consiga bloquear a menstruação por tempo prolongado, pode impedir ou dificultar o surgimento da doença. Existem alguns medicamentos hormonais que são normalmente usados para esse fim. Nas mulheres que já tenham o diagnóstico de endometriose é importante o conceito da prevenção secundária, ou seja, impedir ou dificultar o avanço da doença.

A Endometriose pode matar ou virar um câncer?
Apesar da sua capacidade de infiltrar os tecidos e de estar presente em órgãos distantes (como o pulmão), a endometriose é considerada uma doença benigna e, portanto, não dá metástases e não leva ao óbito. A transformação maligna da endometriose é pouco frequente e praticamente não é vista na prática clínica. Por este motivo, raramente a endometriose é tratada (p.ex-cirurgia) apenas pelo risco de virar câncer.

Como é feito o diagnóstico?

História: A presença da endometriose pode ser suspeitada pela história clínica: cólicas muito fortes no período menstrual (com piora progressiva); dor profunda na relação sexual (dependendo da posição); dor com irradiação para a raiz da coxa ou para o ânus; dor para evacuar (às vezes com diarreia) ou para urinar no período menstrual.

Exame Ginecológico: O toque ginecológico pode revelar nódulos fixos e dolorosos na parte posterior do útero (entre o útero e o reto). Algumas vezes massas anexiais fixas podem ser encontradas bilateralmente. O toque retal pode detectar envolvimento do reto e dos ligamentos laterais do útero (paramétrios).

Exames complementares: A dosagem do Ca-125 sanguíneo no período menstrual costuma estar acima de 35 U/ml nos casos mais avançados da doença. A ultrassonografia transvaginal tem boa precisão para o endometrioma de ovário (cisto hemorrágico). A Ressonância magnética da pelve no período menstrual é um excelente método para o diagnóstico da endometriose infiltrativa profunda. No caso de invasão intestinal pode ser necessária a realização do estudo da luz do retosigmóide (retosigmoidoscopia ou colonoscopia). Se houver suspeita de acometimento do sistema urinário pode ser solicitada a ultrassonografia das vias urinárias, urografia excretora, urotomografia ou uroressonância.

Laparoscopia: A certeza do diagnóstico só pode ser dada através da biópsia feita durante a cirurgia. O procedimento mais indicado é a laparoscopia, que consiste na introdução de uma microcâmera através de um pequeno corte no umbigo e na manipulação da cavidade abdominal através de instrumentos cirúrgicos delicados que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdome. Por ser considerada uma cirurgia (com anestesia geral), a laparoscopia assume cada vez mais um papel no tratamento (ressecção das lesões) e não no diagnóstico da endometriose.

Existe cura para a Endometriose?
A endometriose não é um câncer e não leva à morte. Porém, não se pode garantir a cura definitiva da doença mesmo com o tratamento adequado. A base do tratamento é cirúrgica (muitas vezes no próprio momento do diagnóstico, durante a videolaparoscopia) e pode ser complementada por medicações hormonais.

Atualmente, embora ainda não exista cura para a endometriose, a dor e os sintomas da doença podem ser bastante reduzidos. Há, ainda, certo consenso de que o pior a fazer é não fazer nada já que a doença pode ser evolutiva.

Todas as informações foram buscadas de um único site, Portal da Endometriose, o mais completo e seguro que encontrei. Ele tem tudo que você precisa saber sobre endometriose, até quais os centros de referência. Além disso, existe o instituto MovEndo, o instituto da Endometriose, o qual traz campanhas educativas e atua na captação de recursos para que as instituições possam atender melhor as mais de seis milhões de brasileiras que são diagnosticas com endometriose.

Mas também existe vários portais sobre a doença, como Gineco, Eu tenho Endometriose , Endometriose , Guia Endometriose , Convivendo com Endometriose.

Bom, espero que tenha sido útil o post de hoje, pois informação nunca é demais.



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