Deixe o pai ser PAI!

abril 23, 2015


Só para vocês não ficaram dizendo que não tenho tempo para vocês, trouxe uma matéria que acredito que servirá para grande parte das mães solteiras que me seguem, o pai do seu filho.




A postagem é da Rita Lisauskas, do blog “Ser mãe é padecer na internet”, nele a abordagem é muito clara e nos mostra o outro lado que devemos olhar e que com certeza algumas aqui tomam isso como desculpa.
Eu, Pâmela, passei quase dois anos sem ter ajuda do pai do Lucca e vocês acompanharam grande parte disso e quando recebi a intimação de audiência de regularização da guarda dele, eu entrei em choque, passei dias e dias chorando, mas ao mesmo tempo, buscando em mim, entender o que seria melhor.
Após a audiência, tive muito medo do futuro, teria que deixar meu filho ir passar o dia com pessoas que por mais que seja sangue dele, ele não conhecia e nem tinha contato. Mas eu fui forte, aguentei (em meio a muitas lágrimas) e consegui abrir mão do meu tempo com o meu filho. Observei cada sinal que ele apresentava ao voltar para casa e assim às visitas de final de semana, passaram a ser de 15 dias em 15 dias, um final de semana, de sexta a domingo com o pai.
Evito marcar compromissos com o Lucca nos finais de semana em que ele está com o pai, mas quando preciso, conversamos e nos adaptamos, mudando alguns horários, cada um abrindo um pouco a mão, mas dessa forma, ninguém sai perdendo, muito menos o Lucca.
Não abri mão disso para ter mais tempo para mim, para me divertir, namorar, ou o que quer que seja, fiz isso, pois eu tive o melhor pai do mundo e quero muito que o pai do Lucca seja pra ele. E que independente isso, seja o Lucca que descubra se será isso ou não. Ah, Pâmela, mas você está colocando talvez Lucca em um caminho que ele vá sofrer... Talvez sim, mas talvez não e só vai depender do dele e do pai dele para descobrir isso, pois sou apenas a mãe e sempre estarei aqui para acalentado quando necessário!
Minha relação com meu filho mudou muito com essa decisão também, passei a aproveitar ainda mais meu tempo com ele, me dedicar a cada momento que temos juntos e isso não tem preço!
Agora segue a matéria publicada...



 “Li ontem um texto muito legal de um blog materno descrevendo uma categoria horrível de pai: “O pai quando dá”. É aquele cara que coloca todos os compromissos à frente dos filhos. Não pode ficar com as crianças nem aos sábados e aos domingos, não pode comparecer às reuniões de escola e nem tem tempo (ou vontade) de participar de nada relacionado à vida das crianças. Trabalhar e reconstruir a própria vida são maiores que a obrigação de criar quem ele ajudou a colocar no mundo.
Mas hoje quero escrever sobre uma outra categoria de pai: “O pai que só é pai QUANDO E SE a ex-mulher deixa”. Tenho um desses pais no meu círculo de convivência. Enquanto ele era apenas um pai separado, podia ser pai. Pegava os dois filhos na casa da ex-mulher sem maiores problemas: Um deles era um bebê de pouco mais de um ano que ele conseguia cuidar sozinho perfeitamente. O mais velho tinha quase cinco anos e os dois sempre foram muito ligados. Quando esse homem arrumou uma namorada com quem se casou anos depois, olha só, ele não servia mais para ser pai. Foi proibido de ter acesso aos filhos. A ex-mulher entrou na justiça dizendo que o ex-marido era usuário de drogas. A justiça, claro, demorou séculos para perceber que não era o pai que tinha problemas. Neste caso, quase dois anos. Ele fez um exame toxicológico por conta própria e entregou para sua advogada. Ele a namorada tiveram de passar por sessões com a psicóloga do fórum que demorou dois anos para escrever em um papel que era a mãe que precisava de ajuda. Mas o conteúdo desse documento foi aparentemente ignorado pelo juiz.
 A ex-mulher tentou proibir que ele entrasse no prédio onde o casal morou por anos e de onde ele saiu após a separação e ela ficou com as crianças. Residência que ele tinha comprado muito antes deles casarem. O porteiro que o conhecia há anos foi mais rápido e justo que a justiça. Disse que não iria barrá-lo porque ele era o proprietário do apartamento. E assim, dependendo do bom senso de estranhos, ele conseguia ficar no playground esperando a babá descer com os filhos dele. Se ela descesse, ótimo. Se não aparecesse, tempo perdido, tente outro dia. Algumas babás (foram várias em dois anos) mal deixavam que ele chegasse perto dos próprios filhos, como se fosse um criminoso. O crime que cometeu? Reconstruir a própria vida depois de um casamento fracassado.
Casar de novo. E não desistir dos filhos que teve com a ex.
Os anos se passaram e a justiça fez “justiça”- ele podia ver os filhos a cada 15 dias. Em 30 dias ele tinha direito a míseros quatro dias com as crianças. Mas a mãe sempre marcou compromissos nesses poucos dias que os filhos têm para ficar com o pai: Decidia, por exemplo, viajar nos dias das crianças com ex-marido. “Você não vai impedir que seus filhos façam um passeio à praia, vai? Eles estão cansados das tarefas da escola!”, diz, tentando justificar o injustificável. Se é ele quem decide viajar com as crianças ela se sente no direito de decidir de qual forma os filhos podem viajar, como se o pai não tivesse bom-senso ou cuidado com as crianças. “Eles só vão se for de avião”, ele já ouviu várias e várias vezes. Da última vez a viagem era para ir (de carro) ao casamento de um primo: Os meninos não puderam ir porque, segundo ela, tinham semana de provas na escola.
Quando a pensão alimentícia foi revista na justiça a pedido do pai (já que ele ganha agora metade do salário de quando o valor foi acordado) o que já era ruim, ficou pior. Ficou claro que “quem não paga o que acho que eles valem não leva” e ele ficou dois meses sem ver as crianças por motivos vagos e subjetivos: “Estão doentes”. “Vão dormir na casa de um amigo”. Quando finalmente conseguiu que as visitas fossem retomadas as crianças foram à casa do pai de shorts e camiseta em pleno inverno. Ele teve de correr ao shopping comprar agasalhos com os quais os meninos voltaram para casa: assim ela conseguiu recuperar uns “trocos” do que a justiça tirou do valor da pensão. Pensão que ela diz aos filhos que o pai não dá: “Sou eu quem paga a escola de vocês!”. Sim, é ela, com a ajuda dele, mas é claro que a verdade não ajuda na hora de “pintar” esse pai horrível que ela quer que os filhos acreditem que têm. 
Claro que quem perde no caso do “pai quando dá” quanto o do “pai que só é pai QUANDO E SE a ex-mulher deixa” são os filhos. A justiça é lenta e não está aberta para subjetividades e só agora começou a descobrir a alienação parental. Os frutos desse distanciamento são evidentes: pai deprimido e crianças com problemas. Os filhos se ressentem da ausência do pai e tem ciúme do irmão mais novo, fruto do novo casamento dele. “Por que eu passo pouco tempo com meu pai e meu irmão fica com ele todos os dias?”, esse deve ser o pensamento das crianças que são criadas ouvindo sempre que possível que o irmão pequeno “é meio-irmão, viu? Não é irmão de vocês! A criança mais novinha que tem “meio-irmãos” que para ela são super-heróis também sofre, claro. Ela chora e não entende porque não pode vê-los sempre que tem vontade, não entende porque não é convidado para as festas de aniversário ou para brincar na casa deles como brinca na dos seus melhores amigos.  Adultos. Essa palavra deveria ser dada apenas àqueles que comprovem que o são. Filhos: deveriam ser concedidos apenas a adultos.”

Vamos refletir no que estamos fazendo, se é o melhor para os nossos filhos ou o que nós achamos que é o melhor para eles?!

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