Quando é necessário levar a criança ao pronto-socorro?

abril 09, 2015


               Oi pipow!

              Bom, essa semana vocês acompanharam Luquinha doente, que tive que levar ele no hospital, pois estava tremendo muito e fiquei com medo que tivesse convulsões e por isso, a nossa colunista Ju Ogata, do Mamãe em Choque, montou um texto sobre as dúvidas que todas as mães tem, quando é realmente necessário levar o nosso filho a um pronto-socorro?
                Boa leitura!



 Muitos pais optam pela segunda opção, por medo do desconhecido e sem ao menos calcular os riscos maiores. “O problema é que se trata de um local de atendimento de emergências: ou seja, quando há, de fato, risco de a pessoa morrer ou de o quadro se complicar, o que faz com que a atuação do médico tenha que ser imediata”, explica a pediatra Milena De Paulis, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Se a criança apresentar febre, coriza, diarréia, ou qualquer outro sintoma simples, mantenha-o em casa e observe se haverá evolução do quadro. Muitas vezes trata-se somente de um resfriado ou até a aparição de dentes. Se resolver levá-lo ao hospital, seu filho estará suscetível à contaminação com qualquer outro tipo de vírus ou bactéria que a sala de espera está sujeita.
Posso até contar um caso particular. Certa vez, ao levar a Manu ao hospital por simples receio da febre e diarréia, ficamos aguardando na sala de espera do Hospital São Luiz (unidade Morumbi). Reparamos em uma garotinha que estava no colo de uma mulher. Ao sermos atendidas, fomos até o estacionamento e ficamos esperando o manobrista trazer o carro. Eis que aquela mesma criança estava ao nosso lado com a mãe, também aguardando o serviço. Estava tudo bem, até que ouço a tia da menina falar toda contente e sem nenhum pudor “está vendo Gi? A tia deveria ganhar um prêmio! Eu te disse que era catapora!!!”
Eu como uma boa mãe que tento ser, e a fim de evitar uma possível contaminação, disfarcei e me afastei. (Só para acalmá-las, uma semana depois apareceu um novo dentinho na boca da Manuzinha).

O que fazer nos seguintes casos:
- FEBRE: não pode-se avaliar a febre isoladamente, deve-se prestar atenção no comportamento da criança. Bebês menores de 2 meses devem receber uma atenção redobrada.Vale lembrar que a febre é um mecanismo que eleva a temperatura corporal a fim de expulsar alguma infecção, ou seja, é uma prevenção.
- TOSSE e CORIZA: esse quadro pode ser melhorado com inalação, “que representa uma das formas de fazer chegar líquido aos pulmões. Ela melhora a tosse, porque umidifica o muco e facilita sua eliminação”, afirma o Dr. Drauzio Varella.
- VÔMITO e DIARRÉIA: deve manter a criança hidratada, oferecendo líquido aos poucos e em pequenas doses. Vômito geralmente ocorre por causa de virose. Diarréia pode acontecer em decorrência ao aparecimento dos dentes.
- QUEDA: se a criança cair e bater a cabeça, deve-se analisar se apresenta sonolência, vômitos, tontura e inconsistência na fala. Se apresentar tais sintomas, deve ser levada ao hospital sem deixar que adormeça, pois assim se torna difícil verificar outros sintomas que possam surgir. Tombos de bicicleta ou de uma altura maior que um metro, devem ser analisados com mais atenção.
Quando levar a criança ao hospital?
- Estado geral da criança estiver muito alterado (com prostração, febre alta persistente, oscilação grande de temperatura ou ainda convulsões);
- Queimaduras;
- Cortes;
- Engasgos;
- Fraturas;
- Traumas na cabeça seguidos por sonolência;
- Reações alérgicas com placas vermelhas pelo corpo;
- Falta de ar.

Basicamente: CONFIE NO SEU INSTINTO DE MÃE! Se achar avidamente que deve levar seu filho ao hospital, leve. Mas se achar que consegue aguardar, que é somente uma virose ou dentes vindo por aí, acredite em você mesma. Só leve se o quadro se agravar!

Beijos, meus amores. Até a próxima!





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