Dia das Mães | Parte I

maio 08, 2015



Hoje vamos começar com o especial dia das mães que preparei para vocês!

Busquei mães que admiro que vocês admirem, enfim, mães que levam com muito merecimento esse cargo de ser mãe! Vou apresentar para vocês três pessoas muito diferentes, mas que tem em comum o maior amor que possa existir, o amor de mãe!

Uma mora do outro lado do mundo, longe de toda a família. A outra é jornalista, que viu seu relógio biológico bater a porta e ainda levou um grande susto. E para finalizar, uma terapeuta ocupacional que mesmo com toda didática, conseguiu se surpreender com a realidade materna.

Ficaram curiosas para conhecê-las, não é? Aproveitem!
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Paula Ávila, 
mora na Suíça e mãe do Bento e do pequeno Vicente

 


Quando a Pam me chamou para escrever sobre maternidade, juroooo que pensei em não aceitar, eu sou terrível com as palavras, meu marido diz que a minha cosia é fazer conta e não escrever (pessoa que acredita em mim ein?! Hahahaha).

Ela me disse “ai escreve o que mudou na tua vida depois que tu te tornaste mãe, como é ser ai fora do país" e engraçado isso porque parece fácil né, mas eu me dei conta que nunca eu tinha pensado nisso. E aqui me pego pensando o que mudou na minha vida...

Segundo uma recente pesquisa a Suíça é o 13° lugar melhor no mundo para ser mãe, li esses dias e me peguei pensando, o quanto eu tinha feito a escolha certo.

Quando meu marido foi transferido nós ainda não tínhamos filhos, eu fazia faculdade e fiquei no país que morávamos antes (Itália), vim pra cá cheia de sonhos, pensei que ia ter filho e começar minha carreira aqui é tudo seria muito fácil, mas não foi assim não!

Decidimos que teríamos filho, engravidei no primeiro mês de tentativa (nem deu tempo de começar meu curso de alemão hahahahha), e durante toda a gravidez eu dizia “assim que ele completar três meses e começo a trabalhar", engraçado isso, mas eu acho que a gente só se dá conta da plenitude de ser mãe no momento que os vimos.

Pela primeira vez né?! Ao menos comigo foi assim, eu não imaginava o quanto o meu mundo mudaria ao pegá-lo nos braços.

É realmente mudou gente, mudou muito, minha carreira até hoje (quase três anos depois) não consegui retornar, quando penso em procurar emprego penso neles (há cinco meses nasceu o meu caçulinha) e me faço um milhão de perguntas, não temos ninguém aqui, e teria que deixá-los com alguém de uma cultura bem diferente, moro fora e isso faz parte, mas gostaria que fosse mais adiante, quando ele fosse obrigado (ano que vem, por exemplo, que terá que entrar na escolinha), pra mim ele estará mais preparado sabe?! , nunca

Mais fui ao banheiro sozinha, por sinal, não lembro a última vez que fechei a porta do banheiro, nunca mais dormi uma noite inteira, nunca mais fui ao médico sozinha (sim, morar fora é assim, até no gineco eles vão comigo e o Bento fica bem comportado esperando eu ser atendida), resumindo, deixei de ser EU em todos os sentidos e me tornei NOS.

Eu me entreguei ao completo (confesso que até demais, e estou trabalhando isso em mim, me cobro demais e sofro quando vejo que não doou o que considero suficiente), mas posso dizer que hoje sou a pessoa mais feliz do mundo por tê-los ao meu lado, por ter decidido ser mãe tão cedo, e por poder acompanhar o crescimento deles dia após dia mesmo que isso às vezes seja um tanto quanto cansativo.

E nesse dia das mães eu só tenho agradecer a Deus por ter escolhido eles para serem meus filhos (mais isso não significa que eu não quero presente hein marido?!). 
 
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Vanessa Martini, jornalista,
autora do Mãezinha vai com as outras e mãe do Theo
 



Fiquei muito feliz com o convite da Pâmela para escrever sobre essa coisa maluca chamada maternidade.

Eu sempre quis ser mãe, formar minha família. Mas a gente nunca acha que está totalmente preparada, né? Sempre tem alguma coisa que adia essa decisão. Seja um novo emprego, um novo cargo, a conta bancária ou o simples medo da responsabilidade que vamos assumir.

Em 2012 eu casei oficialmente com meu marido, após 10 anos de união e, parece mentira, mas desde aquele momento o "tal reloginho" começou a apitar mais forte dentro de mim.

Eu senti que era chegada a hora de começar a me organizar para isso.

Organizar? Lá fui eu acreditar que conseguiria organizar tudo.

Mera ilusão.

Após sentir muitas dores e ser diagnosticada com uma possível úlcera nervosa, fui fazer uma ecografia, onde descobri que, na verdade, meu problema era no útero que estava com 2 miomas de 7cm e 4cm respectivamente, o que me fez procurar um novo ginecologista e tentar reverter o quadro o mais breve possível.

Felizmente encontrei um médico excelente que além de obstetra, se tornou um grande amigo.

Fiz a cirurgia via histeroscópica para a retirada dos miomas em outubro de 2012 e fiquei em tratamento por cinco meses, período necessário para a boa cicatrização.

Passado esse prazo, fui liberada para tentar engravidar, de preferência dentro de 1 ano, antes que os miomas pudessem voltar. Mas nosso pequeno estava ansioso e eu engravidei em 30 dias. Isso só me fez acreditar que realmente tudo na vida tem um momento certo para acontecer.

Em 21 de janeiro de 2014 recebemos o melhor presente que poderíamos: nosso filho Theo.

Hoje, com 1 ano e 3 meses ele se tornou o centro de nossas vidas. E por mais clichê que possa parecer, não existe outra definição: ele virou o centro de nossas atenções. Por ele que acordamos, trabalhamos, tentamos ser pessoas melhores a cada dia.

Ser mãe me mudou por completo! Aprendi a valorizar pequenas coisas e a me dedicar apenas para quem ou o que realmente me acrescenta na vida. É difícil, claro! Têm dias que não como direito, que não durmo direito, que tomo banho voando e vou escovar os dentes já quase na hora do almoço. Têm dias que tudo que preciso é de 2 minutos de silêncio, me jogar no sofá e respirar fundo. Têm dias que tu achas que não vai dar conta e se sente a pior mãe do mundo. Mas tudo isso passa quando vemos aquele rostinho sorrindo.

No fundo a única coisa que tenho certeza é que sou a melhor mãe que posso ser, com meus acertos e erros e espero que eu consiga passar para meu filho valores para ser um homem de bem, fiel a sua família, amigos e convicções. Que ele voe alto, mas que aprenda que as quedas fazem parte do processo e que ele sempre terá um colo para voltar.

Nesse dia das mães só quero estar junto daqueles que amo e aproveitar cada minuto. Ser mãe me abriu novos valores e me deu oportunidade de conhecer outras mães, tão únicas e especiais, como a Pâmela, amiga que a maternidade (e a santa internet) me trouxeram!

E quero parabenizar a todas nós pelo NOSSO DIA <3

Eu amo ser mãe!

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Raquel Jaskulski, Terapeuta Ocupacional,
autora do Mamãe Cria e Brinca e mãe do Enzo


Para mim, a maternidade é o conjunto de todas as coisas belas e surpreendentes. É tudo de bom que pode ser experimentada ao longo da vida que será vivida em família. Ainda mais quando os primeiros dias da maternidade me parecem tão distantes, especialmente agora que sou uma mãe de uma criança de 2 anos!

O amor, a luta, a compaixão, a misericórdia e a solidariedade. muitas vezes não precisamos olhar muito longe, porque estamos cheias desses sentimentos. Fico lembrando dos pequenos momentos em que a maternidade me desafiou quando havia tanta coisa para fazer.

Ganhamos uma quantidade de papéis coadjuvantes durante a criação dos nossos filhos como fazer compras, cozinhar, limpar, organizar, dirigir, educar, e planejar um tanto outros.

Mas um dia antes mesmo de conseguirmos terminar de realizar algo... Nossos filhos já cresceram. Um dia, essas atividades de trocar fralda, colocar para arrotar, ninar para dormir, analisar o coco, choros, cólicas, enfim terminou, mudou para outra coisa, e agora tudo parece um sonho.

De uma coisa estou certa, meu filho me ensinou como o tempo passa rápido, e que devo praticar pequenos momentos de alegria com ele. Quero que meu filho Enzo saiba e entenda o quanto de felicidade que ele me trouxe. Também quero que ele saiba o quanto ele me mudou para melhor e me ajudou a me tornar a pessoa que eu queria ser - mãe.

Mas a maternidade também tem seu lado "b", que a maioria de nós sente que é pensarmos que estamos falhando na maioria das vezes. Porque isso parece ser um segredo? Compartilhamos histórias de noites sem dormir ou pilhas intermináveis ​​de roupas na lavanderia, mas quantas vezes nós compartilhamos esses profundos sentimentos de confusão? Quantas vezes nós dissemos uns as outras que queremos saber se somos suficientes? E em nossos momentos escuros e inquietos, sentimos um pouco de dúvida. Mas aposto que todos nós retratamos a maternidade com uma coroa, porque ser mãe é falar sobre o amor. Ser mãe é ter amor por outra pessoa. Porque quando você é mãe, ninguém mais pode ser você. E isso é uma honra!

Feliz meu, nosso dia das Mães!

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