Converse com seu filho

junho 15, 2015

Oi pipooow, tudo bom com vocês?

Como foi o final de semana, curtiram os filhotes? O dia dos namorados, aproveitaram também? Espero que sim por que lá em casa foi tudo ótimo!

Esse final de semana meu pequeno Lucca me surpreendeu mais uma vez com a educação que tem com as pessoas ao seu redor.

E a partir disso bolei uma matéria bem especial falando o quando o diálogo é importante e quanto mais cedo esse diálogo é inserido na vida das crianças, melhor a comunicação entre as famílias.

Todas as famílias tem problemas, impossível alguma que diga que nunca tiveram que ter uma reunião com todos os membros para decidir algum assunto.O que diferencia as família são as maneiras as quais cada uma levam esses problemas adiante.

Quando se tem crianças pequenas deve-se inclui-las em todas as "reuniões" ou então sempre deixar muito claro tudo que está acontecendo a sua volta. Muitos acham que crianças não entendem o que acontece a sua volta, mas o que muitos não sabem é que as crianças elas podem não ter a mesma capacidade cognitiva e emocional do adulto, porém possuem uma sensibilidade muito aflorada! Elas captam com muita facilidade o que está acontecendo. A grande diferença é que elas podem até não entender exatamente os fatos e as consequências deles, mas sentem que algo não vai bem.



As crianças são muito sensíveis. Captam com muita facilidade o que acontece à sua volta. Por não conseguirem processar e informação buscam de alguma outra forma de demonstrar. Esse entendimento cabe a nós mães, pais, família em geral a processar para a criança.

Devemos conversar com nossos filhos como se estivéssemos conversando com um adulto, explicando 
a realidade e dando respostas para as necessidades básicas da criança. 

Nosso papel como pais é estar presente, mostrando interesse pelo que acontecesse com nossos filhos, sempre devem elogiando o  que for positivo e muito cuidado com as críticas. É preciso respeitar o pensamento das crianças, o mais importante é escutar o que seus filhos desejam falar. Muitos pais não permitem que as crianças se expressem e logo vão tomando atitudes que para eles são as mais convenientes. As crianças percebem tudo isso, pois são muito sensíveis e perceptivas.

Observe que escutar é diferente de ouvir. Ouvir é entender a ideia, o significado da palavra. Escutar necessita dar atenção, sentir, perceber e é uma grande demonstração de carinho, afeto e amor. Escutar é decifrar a criança, compreendê-la além da linguagem verbal.

Com o Lucca sempre busquei conversar muito, desde que ele estava na minha barriga, sempre expliquei tudo que estava acontecendo ao seu redor, o que iria acontecer, enfim, desde cedo priorizei ser muito aberta com meu filho e isso ajudou muito na transição de visitas ao pai dele.

Pelo menos um dia antes de ele passar o final de semana com o pai, já vou lhe dizendo que naquele final de semana ele irá ficar com o pai, que ele vai brincar na casa do pai, dormir lá, enfim, explico como vai ser o final de semana e que depois disso, ele vai voltar para casa para ficar com a mamãe. A essa altura, com 2 anos e 8 meses, consigo ter um breve diálogo com ele, onde ele já me questiona algumas coisas e nessas conversas antes de ir para o pai, sempre peço que ele interaja comigo, como: "Ah, esse final de semana tu vai para o papai, como é o nome do papai?", ele responde. Dessa forma ele passou a não chorar mais ao ir embora com o pai ou com a avó paterna.

E passado o final de semana com o pai, sempre pergunto como foi, o que ele fez, o que comeu, se ele se comportou, faço várias perguntas - de resposta fácil -  para que ele possa dessa forma começar a expressar suas alegrias, tristezas, angústias, seja lá o que for.

Isso faço também na volta da escola, depois de um passeio e muitas das vezes pergunto a ele: "Filho, você está feliz?" e grande parte das vezes ele diz que sim. E disso, um dia levando ele a um parque de diversões, na chegada ao parque, ele pulando de alegria, ele me diz: "Mamãe, eu estou muito feliz!". Claro que a mãe aqui quase caiu em lágrimas, pois mais uma vez vi que a minha forma de educá-lo para que expresse suas emoções estão dando certo.

Todas as conversas são em um tom calmo, com muita sinceridade, carinho e amor, mostrando ao meu filho o quanto me importo que ele me conte mais sobre sua agitada vida de criança.

Dessa forma consigo conversar sobre assuntos mais sérios, como por exemplo o falecimento do meu pai. Levei alguns dias para conseguir contar a ele, mas quando contei - em meio a muitas lágrimas - ele me abraçou e disse: "Não precisa chorar mamãe" e me deu um beijo. 

Acredito que quando o diálogo é livre dentro de uma casa, todos os assuntos que devem ser tratados, por mais difíceis que sejam, eles acabam sendo melhores compreendidos.

Mas de outro lado, mesmo que tudo deva ser muito claro com nossos filhos, devemos ter um filtro do que realmente deve ser passado para eles, pois se tudo realmente deve ser dito, a criança vai ficar confusa e se tornando insegura com o que está ao redor dela.

equilibro sempre é o melhor caminho a ser tomado em todas as situações. E somado a isso, a forma a qual você expõe esses diálogos, tudo deve ser usado com termos mais leves, de uma forma que facilite a compreensão da criança e mostrando sempre, que você tem o controle da situação, seja ela qual for.



Mas de nada adianta se não for feito com amor, carinho e muita paciência, apenas dessa forma, tudo que você ensinar ao seu filho vai ser absorvido de uma forma muito melhor e mais natural.

Converse mais com seu filho, instigue ele para que faça o mesmo com você, tenho certeza que você vai se surpreender com os resultados!

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