Curiosidades sobre o uso da chupeta - Por Rafaela Ev

setembro 09, 2015


Bom dia, mamães! Estou aqui de novo e hoje vou falar sobre um assunto bem questionado e discutido atualmente: O uso da chupeta.

A sucção é de suma importância nos primeiros meses de vida do bebê, pois é a partir dessa função que o bebê se alimenta. Com o passar do tempo, as mães percebem que, além da sucção nutritiva, o ato de sugar é uma fonte de prazer. Porém, sabe-se que a fonte de prazer pode provocar uma estabilidade e relaxamento; nesse intuito, muitas mães oferecem a chupeta para a criança na tentativa de deixá-la mais tranquila.

Os hábitos de sucção podem ser definidos como ações devido a uma repetição frequente de um ato, uso, ou costume. Acredita-se que as crianças que não são amamentadas naturalmente e usam a mamadeira apresentam maior tendência em sugar o dedo ou objetos, como a chupeta, por exemplo.

A sucção do leite materno proporciona sensação de segurança, satisfação e prazer para a criança, porém, muitas vezes, após alcançar a plenitude alimentar, o bebê recorre à chupeta ou dedo para suprir suas necessidades emocionais.



Nos dias de hoje, o uso exagerado da chupeta é questionável, pois com a evolução da medicina foi descoberto que esse hábito pode gerar alterações ao bebê. Acredita-se, portanto, que algumas mães não são informadas o suficiente para saber que mesmo as chupetas ortodônticas geram alterações que, por vezes, não se resolvem sem tratamento. Por isso, é importante que os pais percebam o que o bebê está tentando transmitir quando chora, para que possam atender a essas necessidades sem substituí-las pelo uso da chupeta.

O hábito de usar a chupeta é socialmente aceito mas, frequentemente, ela é vista amarrada na roupa enquanto a criança brinca, dessa forma, fica exposta para que a criança a utilize a qualquer hora. Visto que a chupeta pode acarretar mudanças no desenvolvimento da face e da linguagem, reforça-se que se a população receber boas orientações, os maus hábitos podem ser prevenidos.



Considerando que a chupeta tranquiliza e acalma os bebês, a maioria das mães induz ao uso da chupeta na rotina de seus filhos. O que não pode ser esquecido é que todo o processo artificial que é introduzido pode modificar o comportamento das crianças, acarretando vantagens e/ou desvantagens.

Existem casos em que a chupeta pode ser muito indicada, como por exemplo, quando os bebês prematuros apresentam dificuldade em pegar o bico do seio ou da mamadeira. Nesses casos, a chupeta funcionará como um treino para a sucção, assim, a criança vai exercitar a musculatura, criando mais força, abandonando a alimentação por sonda e sendo capaz de sugar o peito da mãe ou mamadeira.

As alterações que a chupeta pode causar vão depender da frequência, intensidade, duração e idade da criança. Aquelas que permanecem todos os dias, o tempo todo com a chupeta na boca, e mantém esse hábito depois dos 2 anos de idade, poderá muito provavelmente apresentar alterações na fala, na mastigação, na arcada dentária e/ou no modo de respirar.



Em relação ao uso da chupeta, é importante lembrar a importância do bico ortodôntico, porque além de facilitar a aproximação dos lábios e a elevação da língua, provoca uma pressão menor no palato (céu da boca) e nos dentes, fazendo, assim, com que diminua a possibilidade de alguma alteração na arcada dentária. É recomendável, além do bico ortodôntico, que o material seja de silicone, que permite melhor higienização e não há nenhuma deformidade com o uso.

Trabalhos referentes aos hábitos de sucção referem que sugar a chupeta é menos grave do que sugar o dedo, visto que a chupeta pode ser retirada e o dedo não. Indica-se que o uso da chupeta deve ser feito com alguns critérios e horários. Para evitar danos causados pelo seu uso prolongado, recomenda-se que quando a criança está acordada durante a maior parte do dia, entretida com atividades e brincadeiras, deve-se restringir o uso da chupeta.



Algumas alterações causadas pela chupeta têm boa chance de se autocorrigirem, sem necessidade de tratamento, se a chupeta for removida até os 2 anos, como já foi dito. Lembrando que a remoção deve ser gradual, trabalhando-se o tempo que for preciso, sem pressa de atingir o resultado, mas trabalhando com persistência, pois quanto antes ocorrer a remoção do hábito, menor a possibilidade dos problemas se instalarem ou se agravarem.

Acredita-se na importância da sensibilização na prática educativa com os pais e professores para que os prejuízos causados pelos hábitos orais possam ser restaurados ou minimizados.

Assim, em relação aos hábitos, está claro que, para o desenvolvimento sadio da criança, é essencial que as os pais sejam conscientes e bem orientados. A conscientização sobre esse hábito é, portanto, primordial no trabalho de prevenção das alterações orofaciais, não só pelos fonoaudiológos, mas por todos aqueles que trabalham com a saúde e bem-estar das crianças.

Tenham uma ótima semana e aproveitem seus pequenos!




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