Dor nas costas e quiropraxia na gestação - Por Débora Teixeira

setembro 30, 2015

Oi mamães!

Todos sabemos que o período de gestação da mulher é um momento especial, cheio de expectativas e inseguranças. Além disso, ocorrem muitas mudanças biomecânicas, e é sobre isso que vamos falar hoje.
A principal mudança (e que possivelmente gera as maiores queixas musculoesqueléticas da gestante) é o deslocamento do centro de gravidade para cima e para frente.


Com a mudança do centro de gravidade, a gestante tem uma mudança na sua postura, devido ao aumento das mamas, alteração do abdômen e da pelve, e o corpo tende a projetar-se para trás, compensatoriamente. Alguns grupos musculares passam a estirar-se ou contrair-se desordenadamente, e o corpo geralmente responde com dores cervicais ou lombares, que é uma queixa muito comum entre as gestantes.
Cerca de 50% das gestantes apresentam queixa de dor lombar durante a gestação, e muitas ainda sentem essa dor no período pós-parto. Como a lombalgia é uma queixa comum e esperada no período gestacional, poucas mulheres procuram tratamento para o alívio desses sintomas.
Apesar de ser comum, a lombalgia na gestação deve ser tratada, e não vista como alteração normal da gravidez, pois pode causar grandes limitações nas atividades rotineiras da mulher.


Alguns cuidados podem minimizar a dor nas costas, como o cuidado com a postura:
Cabeça: o queixo tende a projetar-se para frente e os olhos em direção ao chão. Devemos imaginar que há uma linha no topo da cabeça nos puxando para cima, mantendo o queixo erguido e as orelhas alinhas com o pescoço.
Ombros e peito: Manter os ombros rotados para frente contrai a caixa torácica, tornando a respiração mais difícil e provocando indigestão. O correto é manter os ombros puxados para trás e para baixo, levantando a caixa torácica.
Abdômen, nádegas e útero: Músculos frouxos e nádegas empinadas causam dores nas costas, abdômens tensos e excesso de pressão sobre a bexiga. Contraia o abdômen para apoiar o bebê, comprima as nádegas e incline o osso púbico ligeiramente para frente.
Joelhos: Se forçados para trás, as articulações são forçadas e a pelve é inclinada para frente, o que não é bom. Tente flexionar levemente os joelhos para aliviar o peso corporal sobre os pés.
Pés: Se o peso for concentrado na borda interna dos pés, força o peito do pé e panturrilha causando dores nas pernas. Distribua o peso do corpo sobre o centro de cada pé.



Quiropraxia na gestação

Uma gestante que não tinha o hábito de praticar exercício físico antes da gravidez, está mais suscetível ainda a sentir as dores comuns desse período. Como não é recomendável o uso de medicamentos durante a gravidez, muitas vezes é indicado o tratamento quiroprático, que tem muito a beneficiar o bem estar da mamãe, entenda por quê.
Além de ajudar no alívio das dores, a quiropraxia também vai ajudar na preparação do corpo para o parto. A coluna vertebral estando bem alinhada, vai evitar estresse sobre as articulações da mamãe e do bebê, vai preparar a pelve e suas estruturas ósseas, musculares e ligamentares para o nascimento. Além disso, reduz a pressão intra-uterina e auxilia a manter o bebê na melhor posição para o nascimento.
Todas as técnicas utilizadas pelo quiropraxista são adaptadas para a gestante, portanto, conforme o “barrigão” vai crescendo, as técnicas também podem variar, buscando o maior conforto da gestante. Quanto ao pós parto, a quiropraxia tem muito a ajudar, pois a postura da mamãe vai alterar novamente, devido à perda de peso, carregar o bebê no colo, posição para amamentar, etc. O tratamento vai aliviar as tensões musculares da nova rotina, melhorar a postura e a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.
Como em toda rotina da gestante requer alguns cuidados, no tratamento quiroprático não é diferente. O risco de aborto espontâneo é presente nos primeiros três meses de gestação, por isso não recomendamos o tratamento nesse período para gestantes que nunca tenham sido tratadas com quiropraxia antes da gravidez, por questões de precaução. Para gestantes que já possuem frouxidão ligamentar, alguma complicação durante a gravidez ou que já possuam outra contraindicação antes da gestação (histórico de AVE, osteoporose avançada, entre outros), o tratamento também é contraindicado.
Independe da situação da gestação, é sempre muito importante que o obstetra e o quiropraxista conversem sobre a condição da gestante para que o tratamento seja seguro a fim de aumentar sua qualidade de vida nesse período tão especial.



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