Como está o desenvolvimento da linguagem de seu filho? - Por Rafaela Ev

outubro 29, 2015


Olá mamães!

Para ter um bom desenvolvimento nesta fase, a criança precisa de um ambiente rico em experiências desde o período pré-natal e que continue a ser promovido de forma intensiva após o nascimento. O desenvolvimento afetivo, social e físico das crianças de pouca idade tem um impacto direto em seu desenvolvimento e na pessoa que elas se tornarão. Por isso, existe a importância de entender bem a necessidade de investir nas crianças bem pequenas para maximizar seu futuro bem-estar.

  
Desde os períodos pré-natal, perinatal e pós-natal os bebês começam seu aprendizado sobre o mundo, por isso a primeira infância é um período fundamental no desenvolvimento cerebral. As primeiras experiências das crianças, ou seja, os vínculos que elas criam com seus pais e seus primeiros aprendizados afetam, mais tarde, diretamente no seu desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social.

O choro, o riso e o balbucio são as primeiras formas que a criança encontra para solucionar problemas práticos, mesmo antes de dominar a linguagem. Demonstra uma comunicação ineficiente, mas é essa forma que ela utiliza como um meio de contato social e alívio emocional. Muitas mães passam a decifrar o choro dos bebês e relatam que seus filhos choram de forma diferenciada quando sentem fome ou para trocar fraldas, por exemplo. O choro é uma forma óbvia de comunicação e que transmite o estado de desconforto do bebê. Não é somente através do choro que os bebês se expressam, diversos sons são emitidos por eles, que aos poucos são identificados e, assim, transmitidas suas vontades.


Abaixo segue um resumo das principais características do desenvolvimento da linguagem da criança nos seus primeiros anos de vida. Lembrando que as características citadas são as mais comuns para cada faixa etária. É normal que a criança apresente um ou outro aspecto adiantado ou atrasado em relação à tabela de desenvolvimento, mas isso depende dos estímulos que a criança recebe no seu dia a dia, portanto, é imprescindível que os pais saibam como estimular seus filhos e que o desenvolvimento da criança seja acompanhado por algum profissional especializado:

De 0 a 3 meses: Vocalizações (repetições de vogais e sons guturais), apresenta movimentos corporais ou acorda ao ouvir estímulo sonoro, aquieta-se com a voz da mãe, procura fonte sonora com movimentos oculares.

De 3 a 6 meses: A partir dessa fase  observamos o balbucio, que nada mais é do que o brincar da criança com a voz, dando entonações e intensidades variadas às vocalizações já produzidas. A criança sente prazer em balbuciar (brincar com os órgãos fono-articulatórios).

De 6 meses a 1 ano: O brincar com a voz passa a ter a movimentação dos órgãos responsáveis pela produção dos sons, como lábios, língua e palato (céu da boca). O bebê começa a produzir não só vogais, mas também algumas sequências de consoantes e vogais (ainda sem significado), como: angu, mamama, entre outros. Quanto à compreensão, podemos observar que a criança já responde quando é chamada pelo nome, sabe o significado de expressões simples como: não, tchau, dá, vem e até algumas ordens curtas, como “me dá a bola”.

De 1 a 2 anos: Surgem as primeiras palavras com significado. Geralmente são “mamãe” ou “papai” tanto pelo peso desta informação na vida do bebê quanto pelo falo de ambas serem formadas por consoantes cujos sons (fonemas) são de fácil produção. Nessa fase, muito do que a criança ouve ela aprende a falar. Ela já compreende o significado de diversos nomes (de pessoas, objetos e verbos) e consegue manter pequenos diálogos. Vale lembrar que nesta fase de aquisição é comum que a criança fale as palavras erradas, pois ela ainda não aprendeu todos os sons das consoantes. Assim, neste período devemos nos atentar ao número de palavras que ela sabe e não tanto ao como ela fala.

Dos 2 aos 3 anos: Neste período ocorre um importante aumento do vocabulário. A criança começa a se expressar a partir de frases com 3 a 4 palavras. Por exemplo: “nenê come pão”. Entende “onde?”, “como?” e já consegue contar pequenas histórias com a ajuda de um adulto.

Dos 3 aos 4 anos: Seu vocabulário está ainda maior. Assim, já é possível observamos o uso de preposições (ex: em cima, com e atrás), plural, sentimentos e frases longas (até 6 palavras) no presente, passado e futuro. Mantém um diálogo sem dificuldades, e as histórias que conta têm mais detalhes. Apesar de ter ainda algumas trocas de letras, sua fala é facilmente compreendida.

Dos 4 aos 5 anos: Já conta histórias sem a ajuda do adulto ou de figuras. Usa com facilidade frases maiores, com adequada noção de tempo e condições (ex: eu só vou brincar se for de carrinho). Ainda apresenta dificuldade na flexão verbal em alguns momentos, mas é facilmente compreendida pois fala praticamente todos os fonemas. Nessa idade a criança já deve estar produzindo corretamente todos os sons, sem trocas na fala. 



Uma criança adequadamente estimulada terá mais capacidade de aprendizagem e facilidade em adaptar-se ao seu meio e de relacionar-se com as outras pessoas. O estímulo é realizado através do brinquedo, de brincadeiras, de jogos, de exercícios e várias outras técnicas beneficiando o potencial cerebral da criança, desenvolvendo assim seu lado físico, emocional e intelectual.

Para que as crianças sejam mais felizes, também são necessários estímulos, neste caso mais divertidos e criativos, não apenas para multiplicar seu cognitivo, mas também para desenvolver sua inteligência emocional, principalmente utilizando a ferramenta do amor, do carinho e do contato afetivo do adulto com a criança. Como consequência do estímulo bem direcionado, teremos filhos mais felizes com aquilo que possuem e com aquilo que se propuserem a fazer durante toda sua vida.



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