mães com HIV

dezembro 01, 2015



oi pipooow!

hoje é o dia mundial de combate à AIDS e vocês sabem como funciona uma gestação e o parto de uma mãe portadora do vírus HIV?

pois é, nem eu sabia e por isso pesquisei muito para poder trazer essas informações pra vocês.

mas antes de tudo vamos saber direitinho o que é essa doença que assusta muita gente?

para isso fui ao site oficial sobre AIDS no Brasil, o AIDS.gov.br

 

  • O QUE É HIV?
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.
  • O QUE É AIDS?
A aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado.

Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas.

Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda fazer o teste sempre que passar por alguma situação de risco e usar sempre o preservativo.
  • SINTOMAS E FASES
Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido. A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 - glóbulos brancos do sistema imunológico - que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, aguarde 30 dias



pronto, agora já sabemos a diferença entre um e outro, seus sintomas e também as fases. agora chegou a vez de saber como funciona em mulheres soropositivas que ficam grávidas.

quando se descobre que uma mulher é portadora do vírus HIV ficou grávida, a maior preocupação se torna a saúde daquele pequeno ser que está sendo gerado e que para isso aconteça de forma mais saudável possível, medidas são tomadas, assim como na hora do parto e na interrupção da amamentação.

o preconceito, falta de informação e acompanhamento médico, são as grandes causas para que bebês sejam infectados pelo vírus. os riscos de uma gestação de soropositiva são grandes, como parto prematuro, restrição do crescimento do bebê, além do aborto, ainda mais quando as mães estão com o sistema imunológico comprometido.

já a transmissão da mãe para o bebê existe tanto na gestação, parto e amamentação, por isso é muito importante que se tenha um acompanhamento médico durante todo essa gestação de risco e mesmo assim, aqui no Brasil a transmissão é de apenas 8% , uma taxa muito alta quando comparada aos países de primeiro mundo, onde os índices são quase nulos.

sem tratamento na gestação, a criança tem 25% de chances de ser infectadas e em mães soropositivas, com a carga viral elevada, as chances são ainda maiores.

já com o tratamento, que são medicamentos, monitoramentos da carga viral, cesariana e não amamentar, o risco cai para menos de 2% e para isso, o tratamento deve ser feito à risca e o mais breve possível, pois o exame para detectar o HIV costuma ser feito nos primeiros exames de rotina pré-natal. com acompanhamento médico precoce, é possível evitar essa transmissão.




como funciona o tratamento durante a gravidez?

se a mulher já toma dos medicamentos para o HIV, ela não deve parar de tomar quando descobrir que está grávida, pois se essa pausa acontecer, o vírus pode ficar mais resistente. por isso é tão importante o acompanhamento médico durante toda gestação.

durante a gestação, vários exames são feitos para determinar a carga viral, que deve ser baixa e a contagem de células CD4, altas, pois são as células de defesa.

caso a mãe não sabia que era portadora do vírus, o médico pode optar para iniciar os medicamentos no segundo trimestre de gestação, quando os principais órgãos do bebê já se formaram.
e na hora do parto?

algumas horas antes do parto, é aplicado via venosa, a zidovudina, mais conhecida como AZT, que é para reduzir as chances de transmissão na hora do parto, pois ele diminui a quantidade de vírus HIV no sangue da mãe, reduzindo assim as chances de transmissão.

caso a carga viral da mãe esteja elevada, é muito provável que o médico opte por uma cesariana, pois dessa forma a exposição do bebê as secreções maternas é menor, diminuindo o risco de transmissão do vírus.

já com o bebê, ele recebe o mesmo medicamento, o AZT, logo depois de nascer, por volta de duas horas depois e é mantida pelo menos por seis semana, pois é esse período que leva para confirmação da contaminação do bebê. pois o bebê nasce com anticorpos contra o vírus no sangue e é preciso que os anticorpos transmitidos pela mãe desapareçam do sangue do bebê, por esse motivo que só alguns meses depois é que se tem a confirmação, mas em todos os casos de bebês de mães soropositivas, recebem os medicamentos anti-retrovirais nas primeiras semanas.

amamentação de filhos de mães soropositivas e cuidados com o bebê


é recomendado pelo Ministério da Saúde suspensão total do aleitamento e inibição da produção de leite materno, pois o HIV está presente no leite materno. em algumas maternidades, nem é permitidos que essas mães amamentem seus filhos.

todos os bebês de mãe soropositivas, infectadas ou não, tem direito a receber fórmula láctea infantil gratuitamente, pelo menos até o sexto mês de vida e em alguns estados, ela é estendida até o primeiro ano de vida.

ao ter alta da maternidade, o bebê já deve ter consulta marcada com o serviço de especializado de crianças expostas ao HIV e essa primeira consulta não deve ser superior ao primeiro mês de vida.

o assunto é muito delicado, o cuidado e o todo o acompanhamento de mãe e bebê são essenciais para que tudo ocorra da melhor forma possível.

se você passou por alguma situação de risco, ou sabe de alguém que tenha passado, procure orientação.


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