Natália e Sara {Minha história no Fofoca}

dezembro 10, 2015


Meu nome é Natália, sou professora e blogueira (podem me seguir no Instagram @supermomsblog). E um fato que eu sempre tive certeza em minha vida é que não pensava em ser mãe tão cedo. Trabalho com educação infantil desde os 20 anos e via o sufoco de muitas mães com todo tipo de assunto que tinha certeza que ser mãe não era um objetivo na minha vida. Aos 27 anos fiquei noiva. Meu hoje, marido, me fez um pedido simples e romântico.

Após o pedido veio a melhor parte: os preparativos para a festa, casa nova e móveis novos! Tínhamos em mente comprar um apartamento ou casa na planta que geralmente leva um ano para ficar pronto. Porém, conhecemos um construtor que disse que nos entregaria nossa casa em três meses. Na hora aceitamos! Era perfeito! Bem rápido e depois podíamos por para alugar, afinal o casamento estava marcado para daqui a um ano.

Na época eu não sabia, mas eu estava dando o primeiro passo pra uma gravidez completamente não planejada. Nem preciso dizer que a ideia do aluguel foi quase que automaticamente descartada quando o construtor nos entregou a chave da casa. Decidimos - na verdade meu marido me convenceu - de fazermos um casamento mais simples e usar parte do dinheiro para mobiliarmos a casa e nos mudarmos logo.

E assim fizemos! Fizemos nosso chá de panela e com quase três semanas, estávamos na nossa casa! Nada melhor que acordar na sua casa, fazer seu próprio café, decidir se deixa a louça suja ou não - sem a mãe ou o pai pra dar bronca - A verdade é que estávamos muiiiito felizes e tão empolgados que nos descuidamos e com dois meses que estávamos nos habituando a rotina de uma casa, eu descubro que estava G-R-Á-V-I-D-A de um mês!

Foi um choque! Chorei muito e não queria aceitar que tinha sido tão irresponsável - meu marido no entanto saiu agradecendo até o segurança do hospital de tão feliz que estava - Tínhamos dívida no cartão de até 12x sem juros!! Como iríamos arcar com todo o custo que uma criança necessita? Nosso salário dava pra nós dois e a casa , incluir uma terceira pessoa nessa história era matematicamente impossível.

Fiquei completamente desnorteada! Não entendia absolutamente nada de bebês, do que precisavam, de como entenderia aqueles choros... eu tinha medo de pegá-los, como cuidaria de um? O pior foi quando resolvi ir em uma loja de bebês na minha cidade - ela era em um bairro nobre - saí de lá chorando ao saber os preços de berços! Era o fim! Meu primeiro filho e não teria sequer condições de comprar um berço! E depois que olhamos a lista do que precisávamos, aí é que veio o desespero e a depressão.

Me achava irresponsável, não me sentia digna de ser mãe, não sentia que conseguiria. A vontade de comprar todas aquelas coisas bonitas e caras me consumia e cada vez que ia em uma loja de bebê ficava triste. Isso só demonstrava como era imatura para a maternidade. Mas Graças a Deus tenho uma família que me apoiou muito e me ajudou em tudo que Sara precisaria, mostrando pra mim o que de fato era importante.

A minha ficha só caiu quando fiz a 1ª ultrassom morfológica. Eu ainda não sabia, mas a minha menina apareceu pra mim naquela manhã super, hiper ativa! Chupava o dedo, sacudia as perninhas e até fez xixi. A médica desconfiou que era menina, mas não deu certeza. Só tivemos a certeza quase perto do 6º mês da gestação.


Naquele momento, descobri que não importava se o berço dela ia ser o mais barato da loja, se meu chá de bebê seria o mais simples e o menos enfeitado, se ela não teria mesversário com bolos temáticos e decoração paga. Naquele momento, só importava que eu tinha uma vida dentro de mim, que se mexia, que estava saudável e que parecia perfeitamente feliz só de estar ali dentro de mim. Foi um momento muito emocionante! Chorei bastante e foi quando me dei conta que naquele momento estava preparada para ser mãe e que dali em diante eu faria de tudo pra que ela fosse saudável e ficasse de forma perfeitamente confortável até o momento do nascimento.


Até hoje nossa vida é bem simples! Não temos luxo em nossa casa, mas ela é cheia de amor. O quarto de Sara foi um dos mais baratos da loja. Foram os meus pais que me deram o carrinho e o bebê conforto e uma parte do enxoval. A decoração do quarto foi eu quem fiz, as fotos da gravidez foi uma amiga quem tirou e eu editei, a decoração do chá de bebê, ganhei da mãe de um aluno que é uma super, mega decoradora! Até hoje eu e meu marido passamos por dificuldades financeiras, mas temos nosso pé no chão. Sabemos que sair todo final de semana e gastar em restaurantes, bares, cinemas é fora da nossa realidade financeira, então nossos passeios assim são somente em ocasiões especiais.




Sara tem tudo o que uma criança precisa: roupas, cama, comida, leite, etc. mas tudo dentro das nossas possibilidades, pra que ela cresça dando valor ao que de fato importa em um lar: que uma família se constrói com amor e não com coisas caras.

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