Afinal, será que meu filho precisa ir ao psicólogo? - Por Juliana Pressi

junho 30, 2016


Essa dúvida é muito comum surgir em pais e/ou cuidadores, pois o desenvolvimento infantil é repleto de mudanças e nem sempre significa um período livre de preocupações e sofrimentos. Normalmente, os pequenos chegam aos consultórios de Psicologia quando os pais ou a escola compreendem que o Psicólogo poderá auxiliar na dificuldade apresentada.

Dessa forma, é importante ter atenção aos sinais que essa criança pode apresentar evidenciando que está precisando de ajuda. 


Muitas vezes, situações como a chegada de um irmãozinho, a perda de um ente querido, ambientes com brigas constantes, a separação dos pais entre outras situações, podem gerar sentimentos e/ou sintomas como: tristeza; agressividade; falta de concentração; baixa tolerância à frustração; medo; ansiedade entre outros. É importante ressaltar que não necessariamente passar por essas situações, estar com esses sintomas ou sentindo essas emoções que a criança irá precisar de um acompanhamento. Será preciso levar em consideração se está causando um prejuízo emocional significativo para ela. Por isso, a importância de uma avaliação para ver se existe ou não demanda para o profissional da Psicologia.

Caso exista demanda, com o auxílio do Psicólogo, a criança, no primeiro momento, precisará compreender o funcionamento da terapia, identificar os problemas (objetivos) a serem trabalhados, juntamente com o reconhecimento das suas emoções, pensamentos e comportamentos diante das situações vivenciadas. É importante ressaltar que esse processo ocorre através de brincadeiras (lúdico) e intervenções comportamentais e/ou cognitivas sendo específicas para cada faixa etária e demanda apresentada, sem um tempo certo de acompanhamento, pois cada criança funciona de uma maneira.

O trabalho do terapeuta cognitivo-comportamental estende-se, também, aos pais e/ou cuidadores e à escola, com o intuito de poder escutar e auxiliar na demanda apresentada, sendo um acompanhamento integrado com os outros ambientes em que a criança está inserida.

Entende-se que, muitas vezes, essa ida ao Psicólogo pode gerar resistência aos pais, mas aos poucos esses medos e receios irão sendo amenizados através dessa bela troca que acontece entre esse profissional e os pais. Dessa forma, esse processo irá auxiliar para que as crianças se desenvolvam com segurança e proteção, resultando em um bem-estar emocional. 


Leitoras do Fofoca de Mãe, espero que tenham gostado em saber um pouco sobre esse processo da ida ao Psicólogo. Sugiro assistirem, com seus pequenos, o filme Divertida Mente (as imagens ilustradas aqui são dele). 

Também me coloco à disposição para qualquer dúvida e para sugestões de temáticas para as próximas publicações. 

Agradeço a Pâmela pela oportunidade. 

Um beijo queridas!


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