Minha história no Fofoca - Lyd Goes (@pretacrespa)

junho 16, 2017

Como eu amo contar histórias!

Mas conhecer pessoas assim, como a Lyd Goes com certeza me deixam ainda mais feliz!

Lyd chegou em mim no nosso 4o Encontro Fofoca de Mãe, com os olhos cheios de lágrimas e disse que tinha ido por indicação de uma amigona minha, a Duda do @negraecrespa, colega do ATL Girls. e disse que tinha ficado muito feliz e emocionada por ter ido de última hora no evento, pois era tudo que ela realmente precisava.

Eu fiquei MUITO emocionada e esse momento foi registrado pela Kamila Maia, fotógrafa que cobriu o evento.


Esse retorno, essa troca, esse carinho é com certeza uma das coisas mais incríveis que eu possa ganhar com o meu trabalho!

Pedi que a Lyd me contasse sua história, para que eu entendesse um pouco mais o motivo daquela emoção e hoje ela está aqui, contando para todos nós sua história!


Olá, sou Lyd Goes, tenho 33 anos e sou casada há 2 com um (ex) amigo do meu ex-namorado. Nos conhecemos há 6 anos, mas começamos a nos relacionar muito por acaso após ambos terem terminado seus relacionamentos. Mas não é disso que quero falar.

Eu sempre tive o desejo de ser mãe. De todas as certeza e sonhos que tinha na vida, esse é o único que nunca mudou. Sou a caçula de 5 irmãos homens e sempre fui a princesa do papai. Minha mãe é daquelas que dedicou TODA a vida à filho, casa e marido. Sempre me orgulhei dela por isso, mas embora quisesse muito ser mãe, dizia que eu seria diferente porque seria uma mãe moderna que trabalha fora.

No final de 2012 quando eu já morava aqui em POA (ah não contei.. sou carioca, mas morei quase a vida toda em Rio Grande aqui no Sul) perdi meu pai que era diabético, precocemente aos 58 anos devido a uma infecção causada por uma fratura, que se espalhou pelos órgãos. Com isso fiquei sem chão. 

Decidi continuar morando aqui, pois havia acabado de conseguir um emprego que talvez abrisse portas para o que eu tanto sonhava, trabalhar com moda. O problema é que psicologicamente eu não fiquei bem, mas custei a entender isso. Depositei toda a minha tristeza e frustrações no meu namorado e tudo começou a desandar...

Em 2013 meu relacionamento estava a beira do precipício e foram muitas idas e vindas. Nessa confusão eu engravidei e tive um aborto espontâneo poucos dias após descobrir. A partir daí o namoro que já não tava bem, chegou ao fim. 

Meu mundo desmoronou. Havia perdido meu pai, estava longe da família/amigos e a única pessoa próxima também acabava de sair da minha vida. Fechei meu apartamento aqui e voltei para casa da minha mãe para me tratar, estava com depressão e muitos pensamentos suicidas.

Nesse período em Rio Grande me reaproximei de amigos, voltei a dançar ballet (fiz aula por muitos anos e eu amava), me recuperei e decidi retornar a POA para recomeçar. Chegando aqui, fiz novas amizades, comecei a sair e finalmente me sentia feliz. 

Reencontrei o Alexandre que havia terminado o namoro também e assim nos tornamos grandes amigos. Do carinho de amigo pra se transformar em outro sentimento, não foi difícil. Começamos a namorar e o assunto filhos sempre surgia nas nossas conversas. 


Ao final de 2014 desconfiei que estava novamente grávida após um descuido nosso. Meu peito se encheu de esperança. Confirmei com um exame de sangue e após o susto já nos víamos como uma família. No dia posterior acordei com fortes cólicas e leve sangramento. Fui ao médico e na ecografia não foi detectado embrião. Outra perda. 

Fiquei novamente arrasada, mas dessa vez eu tinha o Ale comigo. Conseguimos superar e o desejo de sermos pais só cresceu. Decidimos não criar muitas expectativas e deixar nas mãos de Deus.

Em março de 2015 percebi um atraso menstrual, fiz um teste de farmácia e deu positivo. Não quis acreditar e resolvi esperar mais 1 semana. Outro teste positivo. Então fui direto ao médico que encaminhou para a ecografia e dessa vez estava lá. Confirmamos 8 semanas de gestação.

Minha gravidez foi muito tranquila, tive muito enjoo nos primeiros 3 meses e depois correu tudo bem. Em novembro o Theo nasceu com 3,455kg e 50cm, meu "tourinho" como disse o pediatra.


Desde então venho aprendendo com minhas tentativas e erros e sempre me esforço para ser a melhor mãe que conseguir. Não serei perfeita, mas faz pouco tempo que aceitei isso. Já me culpei muito e sofri a cada decepção comigo mesma. 

A mãe que eu imaginava ser, está bem longe, mas hoje me sinto conformada com isso. O que tem sido difícil, é que somos apenas nós 3 aqui. Temos pouquíssimos amigos e praticamente nenhum muito próximo, então minha vida é somente o Theo até a hora que meu marido chega a noite. Fico exausta, embora o Ale contribua bastante pois dividimos todas as tarefas desde que decidimos morar juntos, mas a maior parte do tempo sou somente eu. Fora isso, me sinto muito sozinha o que me deixa bem triste. O Theo me compensa bastante é claro, mas não 100%. 

Então seguimos sendo fortes e acreditando que com o tempo tudo irá melhorar!


Você tem uma história para nos contar? Mande um email para fofocademae@gmail.com, vou adorar conhecer você um pouco mais e se quiser, sua história pode ser contada aqui no blog!







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