Minha história no Fofoca - Mãe Bílingue

julho 31, 2017

Bom, vocês sabem que eu amo contar histórias não é? Toda vez que eu trago mais um "Minha História no Fofoca" eu fico mega empolgada, porque por mais que eu abra minha vida e rotina com vocês, sempre tem uma mãe que faz diferente, que passou por algo diferente, e essa mamãe, ela é demais!

Então vamos lá porque temos uma história bem bacana, vou deixar que ela se apresente pra vocês!


Oi, meu nome é Aline Jaeger, tenho 36 anos e sou mãe do Lucas, ele tem 1 ano e 8 meses, e eu sou a @maebilingue.

Quando eu era criança eu não sabia o que eu queria ser quando crescesse, mas eu sabia que não queria ser professora. Até hoje eu não sei porquê eu tinha essa aversão à profissão, mas eu lembro de nunca ser a professora nas brincadeiras de escolinha.

Bom, quando eu tinha 18 anos eu passei na Unisinos para cursar Psicologia e na mesma época eu fui convidada pelo Yázigi de NH para me tornar professora. 

O Inglês surgiu “tarde” na minha vida. Descobri que uma outra língua existia quando tinha 12 anos quando comecei a ter aula na escola. Com 13 anos comecei a ir muito mal no inglês da escola e a minha mãe me matriculou no Yázigi. Ali, a minha vida mudou. Pela primeira vez na vida senti que eu era boa em alguma coisa e que eu amava estudar algo. Me apaixonei pela língua e por isso, aos 18 anos resolvi aceitar o desafio de seguir a profissão que eu dizia nunca querer ter.

Durante 3 anos fui professora do Yázigi e me dei conta que eu gostava tanto de ser professora que não fazia sentido cursar Psicologia. Então, depois de 3 anos, eu troquei pra Letras - Inglês. 

Em 2004, quando estava me formando, eu fui chamada para trabalhar no Oswaldo Cruz –IENH em Novo Hamburgo. Foi super desafiador porque eu tinha pouquíssima experiência com crianças. Decidi então fazer uma especialização em Educação Infantil (já que eu não tinha Pedadogia, afinal de contas, eu nunca seria professora- hehehe).

Em 2005 o Oswaldo implementou o currículo bilíngue e junto com a minha amigona Luciana Brentano (que idealizou o currículo) eu comecei a atuar 10 horas por semana com as crianças de 4 anos. Ali, o meu amor pelo tema bilinguismo começou.

Durante 7 anos eu trabalhei na escola e vi no dia a dia o crescimento das crianças e o quanto o currículo dava certo. Ao mesmo tempo tinha umas 4 amigas que decidiram criar seus filhos bilíngues, uma delas, minha colega da escola, a Cristiane Ely (mãe da Lara e do Cauê).

Todo mundo acha que por ser professora de inglês é natural criar os filhos bilíngues, mas isso não é verdade. São poucas as professoras que decidem criar assim. Muito disso é porque para a maioria, falar em inglês com as crianças soa falso, faz com que elas sintam que estão sendo professoras e não mães. Algumas das minhas amigas que criam seus filhos bilíngues também tiveram a experiência de dar aula para crianças (em inglês) e isso ajuda a tornar esse processo mais natural.

Em 2009 eu fui contratada para ser professora do curso de Letras da Unisinos (mesmo curso que fiz). Uma das minhas disciplinas desde 2010 é a disciplina de biliguismo. Desde então, eu falo muito sobre isso com os meus alunos e costumo mostrar vídeos dos filhos da Cris como um caso real e próximo de nós. A Cris, sempre foi minha parceira em ceder os vídeos dos filhos (fofos) dela para compartilhar com as minhas turmas. Nas aulas eu sempre dizia que quando eu tivesse filhos, eu ia querer fazer igual à ela.

Foi 2015 quando em descobri que estava grávida e então meus ex-alunos, familiares, amigos e alunos daquele semestre começaram a perguntar se eu seguia com o meu plano. Na época conversei com o Gustavo (pai do Lucas) e ele topou o desafio.


Quando o Lucas tinha 5 meses, por sugestão de uma ex-aluna que estava morando fora, eu criei o Mãe Bílingue, no Instagram e no Facebook para contar a nossa trajetória.

No início eram mais fotos e dicas. Alguns vídeos comigo falando, lendo e cantando para um neném. Agora, tem muitos vídeos (e stories) do Lucas falando, cantando e brincando.


Busco também dar dicas, falar sobre mitos e ajudar quem tenha dúvidas sobre esse processo. Está sendo maravilhoso compartilhar um pouco da nossa vida. Mais maravilhoso tem sido ver o Lucas falar, entender e se comunicar nas duas línguas. Mesmo sabendo que funciona, é muito legal ver acontecendo com o meu filho.


Muitas pessoas me perguntam se eu não me sinto envergonhada de falar com ele na rua, se algumas pessoas não me olham estranho ou acham ridículo. Até hoje, não me senti nem um pouco desconfortável falando com ele fora de casa. O que acontece é que muitos me perguntam se a gente mora ou se o pai é estrangeiro. Quando explico que não, e que eu estou criando ele bilíngue porque quero e que sou professora a maioria das pessoas diz achar legal e ainda fazem algumas perguntas. Se depois elas falam mal, bom, que controle eu tenho sobre isso? Não estou criando ele bilíngue para os outros ou para me exibir. É um desejo antigo e que está acontecendo de forma bem natural.

A família toda comprou a ideia e o mais lindo é ver os vovôs e as vovós aprendendo e usando inglês com ele. Tem sido super natural, sem neura. Se na hora da interação com o Lucas, a vontade é falar em português, falamos em português, se sentimos que temos afeto em inglês, seguimos com o inglês. Não temos regras, não sou neurótica. O que eu mais quero é que ele ame a língua e que sinta-se feliz usando. Eu aprendi com 13 anos, então não fico nervosa com isso. Mais importante do que ele ser bilíngue é ele ser feliz e saber que nós o amamos muito. 


Acompanhem a Aline e o pequeno Lucas nessa linda história de criação bílingue!

No instagram @maebilingue e no Facebook /maebilingue

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