{Dia dos Pais} Paternidade na gestação, parto e puerpério

agosto 10, 2017


Dia dos pais chegando e algumas discussões começam a pipocar nas redes sociais sobre paternidade ativa e a figura paterna na vida dos filhos.

Por longos anos o pai esteve numa posição apenas de provedor da família, e culturalmente desde a gestação ele não se fazia presente.

Finalmente o assunto passou a ser discutido e muitas famílias já mudaram a forma de conduzir o triângulo mãe + pai + filho.

Eu já digo a algum tempo que ter um filho é um ato de fé, fé de que o mundo ainda vale a pena, que as coisas ainda podem mudar. E se temos fé, precisamos ter responsabilidade por este ser humano que passará a habitar nosso planeta. É nossa responsabilidade ensinar a este novo ser valores como respeito, amor ao próximo, empatia, cooperativismo, generosidade, amizade e tantas outras questões que queremos deixar de herança. 

E como iremos passar isso de forma sólida? Com o exemplo. 

E quem deve dar o exemplo? Todos os cuidadores dessa criança, que podem ser pai e mãe ou avós, dindos. Depende do formato de cada família. 

O pai, mais do que nunca, deve tomar para si sua posição de pai desde a gestação, para que a mulher que está num momento de tantas transformações emocionais e psicológicas, sinta-se realmente amada e acolhida ao passar por esta gestação. Este bebê ainda dentro do útero, vai poder já estabelecer uma conexão com esta família que o irá recepcionar já no primeiro minuto de sua vida. 

Por muito tempo, ao pai não era permitido sua presença durante o parto, hoje já existe uma lei federal que assegura esse direito a mulher. Porque a mulher tende a sentir-se assustada e insegura num ambiente hospitalar rodeada de pessoas estranhas, a presença do pai do bebê lhe fornece segurança e acolhimento nessa hora. E mais uma vez, para este homem é um momento de nascer junto com aquele bebê, como pai.

E o pós parto, é hoje amplamente falado como e temido puerpério. Um momento que pode durar até os dois anos de uma criança. Aquela mãe passou por um momento de transformação gigante, ela gerou e pariu uma vida, é responsável por nutrir aquele recém nascido, está com uma descarga hormonal muito grande o que a deixa emocionalmente sensível, ter um pai que é cem por cento presente e que não só faz pelo bebê, mas faz por ela também, torna esse processo bem menos sofrido.


E estar num ambiente de amor, tem como dar errado? Não. Então um bebê que acabou de iniciar sua vida, perceber que é amado e que está seguro em dois colos (da mãe e do pai), é ou não é melhor do que só o colo da mãe? Quanto mais seguro e acolhido este bebê se sentir, melhor para ele. Maiores a chance de termos um adulto seguro, com amor próprio e independente.

Estamos lentamente caminhando para formatos de criação com mais amor e respeito aos nossos filhos como individuo, mas o bom é que estamos caminhando para frente. Aos poucos e de geração em geração o ciclo de abandono e violência vai sendo quebrado. 

E de grão em grão, nós mães, a cada dia ganhamos mais pais aliados. Cada dia mais homens estão de desconstruindo e se reconstruindo do zero, como homens livres de machismo, preconceitos e de que a figura do pai é fria e dura, dispostos a passarem para nossos filhos que o amor não tem gênero e nem hierarquia. 

Que nossos passos a caminho da evolução sejam constantes.


* Créditos das fotos: Focare Studio Fotopoesia

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