Minha gestação solo e não planejada


otos minha grávida, são raridades.


eu não me sentia confortável, eu não desejei aquilo, não idealizei e claro que por conta disso, não curti nada da minha gestação.



nessa foto, eu estava de 32 semanas. SIM, minha barriga era enorme e pra quem não sabe, com 34 semanas entrei em trabalho de parto, fiquei 2 semanas em repouso absoluto e com 36 semanas minha bolsa estourou, e luquinha nasceu no dia 1o de outubro de 2012.



eu não me reconheço nessa foto e não é pelo meu rosto quase irreconhecível, ou pela barriga, mas eu não existia ali.



sabe quando você não está presente? quando você apenas “segue o fluxo” de algo?



hoje sou grata pela vida ter me mostrado que ser mãe mudaria minha vida, mas isso hoje, nessa foto eu era apenas medo que me esperava.



quando me perguntam se eu quero ter mais um filhos, eu sempre falo, que se pudesse apenas engravidar, curtir tudo aquilo de uma maneira boa, saudável, com um companheiro, viver de verdade aquela gestação, eu gostaria.



essa da foto não sou eu, essa menina da foto (tinha 21 anos), morreu na hora que meu filho nasceu, para dar lugar à uma mulher, novo ser humano, uma mãe.



eu poderia ter rejeitado meu filho (sim, isso acontece), poderia não ter mudado e por um tempo foi assim, mas depois de um tempo, percebi que era preciso, não pelo meu filho, mas por mim. 

foi necessário ir até o fundo, para poder pegar impulso e chegar até o topo, e eu consegui.



claro que às vezes, a gente coloca um pé nesse poço, pois né, a vida não é perfeita, mas depois de tanto olhar para dentro, você descobre que isso é normal e que dias bons e ruins sempre vão existir.


e por mais que eu não me reconheça nessa foto, hoje eu sei, que essa menina precisou existir, para que hoje eu pudesse ser quem sou!

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